Exame toxicológico realizado após sete horas descarta ingestão de álcool para PM que matou homem em rodeio em Marília 

Exame toxicológico realizado após sete horas descarta ingestão de álcool para PM que matou homem em rodeio em Marília 
Exame toxicológico realizado após sete horas descarta ingestão de álcool para PM que matou homem em rodeio em Marília 
Exame toxicológico realizado após sete horas descarta ingestão de álcool para PM que matou homem em rodeio em Marília 

O exame toxicológico do policial militar Moroni Siqueira Rosa, que matou Hamilton Olímpio Ribeiro Júnior, de 29 anos, durante um show da cantora Lauana Prado, em uma festa de rodeio em Marília, não indicou a presença de álcool no organismo dele.

O teste foi realizado cerca de sete horas após o crime, ocorrido em julho de 2024, e os resultados descartaram a ingestão de bebidas alcoólicas.

No início de agosto, Moroni foi indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado. De acordo com a Polícia Civil, ele disparou pelo menos seis vezes contra Hamilton. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas (HC) da cidade, mas não resistiu.

Após os disparos, o policial foi desarmado pela segurança do evento e agredido por pessoas que estavam no rodeio.

A conclusão do inquérito aconteceu após o interrogatório do PM na Central de Polícia Judiciária de Marília. Durante o depoimento, ele alegou que agiu em legítima defesa após ter sido agredido pela vítima e negou ter ingerido bebida alcóolica.

Mas, para a polícia, ele deve responder por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, por ter colocado em risco outras pessoas, além da qualificadora da dissimulação ou recurso que impediu a defesa da vítima.

Moroni continua preso no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. O inquérito agora será analisado pelo Ministério Público, que poderá apresentar à Justiça denúncia contra o policial. A promotoria também poderá pedir novas apurações para a Polícia Civil.