Mãe denuncia demora na UPA Norte e acusa funcionários de estarem dormindo; Unimar nega

Mãe denuncia demora na UPA Norte e acusa funcionários de estarem dormindo; Unimar nega
Mãe denuncia demora na UPA Norte e acusa funcionários de estarem dormindo; Unimar nega
Mãe denuncia demora na UPA Norte e acusa funcionários de estarem dormindo; Unimar nega

Na noite desta segunda-feira (14), uma moradora de Marília procurou atendimento médico para sua filha de 1 ano na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte. Segundo relato da mãe, transmitido ao vivo no dia seguinte por meio de vídeo nas redes sociais, a criança apresentava sintomas de febre e diarreia, e o atendimento teria demorado horas para acontecer.

De acordo com a mãe, ela chegou à unidade por volta das 22h, e a triagem foi realizada logo em seguida. No entanto, o atendimento médico não teria ocorrido mesmo após um longo período de espera. “Foi dando 23h, 23h30 e nada de chamar minha filha. Quando era meia-noite, ela começou a vomitar e chorava muito”, relatou.

A mulher afirmou ainda que, ao conversar com outras mães presentes na UPA, foi informada de que muitas delas aguardavam desde as 20h. Diante da indignação com a demora, ela tentou acessar áreas internas da unidade para entender o que estava acontecendo. Segundo ela, uma mulher a chamou e disse que “não havia ninguém no setor”. A mãe então entrou em uma ala da unidade e afirmou ter encontrado os corredores apagados e os funcionários dormindo.

Ao tentar acessar outra área, a mulher afirma ter sido impedida por um segurança. “Fui peitada com minha filha no colo”, declarou. Ela acionou a Polícia Militar, que foi ao local e orientou a mãe sobre como proceder. A mulher também afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência e fazer uma denúncia junto à Ouvidoria do município.

A mãe fez um apelo para que o vídeo gravado por ela fosse amplamente compartilhado nas redes sociais, com o objetivo de chamar a atenção do poder público e diretamente do prefeito Vinícius Camarinha sobre a situação vivida na unidade.

Ainda segundo ela, outras mães presentes elogiaram sua atitude, e o atendimento só começou a ser agilizado após sua intervenção. Ela também relatou que três mães desistiram do atendimento e foram embora sem serem atendidas. A filha da denunciante, conforme relatado por ela, foi atendida por volta das 2h da manhã.

Nota da gestão da UPA

Em resposta ao caso, o portal Marília Alerta entrou em contato com a assessoria de imprensa da Unimar, organização responsável pela gestão da unidade. Por meio de nota, a instituição negou as alegações feitas pela mãe e apresentou registros oficiais, como prontuário da paciente, relatório de fluxo e imagens de câmeras de segurança.

Confira os principais pontos da nota oficial:

- A paciente deu entrada na UPA às 22h13 e foi classificada como caso de menor gravidade às 22h17, conforme protocolo de acolhimento com classificação de risco. Segundo a gestão, não foram constatados sinais de febre durante a triagem;
- O setor pediátrico da unidade registrava alto fluxo de atendimentos naquele momento, com pacientes sendo chamados continuamente;
- Às 00h31, a mãe teria acessado sem autorização as áreas internas da UPA e foi acompanhada por um profissional da segurança;
- As imagens das câmeras de segurança mostrariam que não havia áreas apagadas ou funcionários dormindo, como alegado. Os corredores estariam iluminados e com movimentação de pacientes e equipe médica;
- A criança foi chamada para atendimento às 00h54, totalizando 2h41 entre a chegada e o início do atendimento, de acordo com a administração da unidade.

A gestão da UPA reforçou que todos os atendimentos seguem rigorosamente os protocolos do Ministério da Saúde, priorizando os casos de maior gravidade. Além disso, informou que o vídeo divulgado, o prontuário da paciente, os registros de atendimento e as imagens das câmeras internas serão encaminhados ao setor jurídico da instituição.

 "Lamentamos profundamente a disseminação de informações falsas, que além de ferirem o trabalho sério e comprometido das equipes de saúde, geram insegurança desnecessária na população", diz a nota.