Morre homem atingido por tiro em Goiás; filha mariliense mobilizou redes sociais por justiça

Morre homem atingido por tiro em Goiás; filha mariliense mobilizou redes sociais por justiça

Alexandre Casagrande, de 54 anos, morreu neste sábado (21) após ter sido baleado no último dia 7, na cidade de Israelândia, em Goiás. A filha dele, Giovanna Casagrande, de 25 anos, comunicou a morte pelas redes sociais. Desde o crime, ela mobiliza milhares de pessoas em busca de justiça. Os vídeos publicados pela jovem, que é influenciadora, somam milhões de visualizações no TikTok e no Instagram.

O crime ocorreu quando Alexandre, que trabalhava em uma fazenda da região, discutiu com um homem identificado como Gustavo Júnior Vieira da Silva, de 32 anos. Eles já teriam um histórico de desentendimentos relacionados a questões comerciais. Durante a discussão, Alexandre teria chamado Gustavo de “ladrão”, ao que ele reagiu chamando a vítima de “louco” e dizendo que precisava de tratamento.

Segundo relatos, Gustavo deixou o local e, pouco tempo depois, voltou armado, disparando contra o pescoço de Alexandre. Um segundo disparo só não aconteceu porque colegas de trabalho conseguiram intervir. Alexandre foi socorrido e levado ao hospital, mas a família critica a demora no atendimento: foram necessárias cerca de oito horas até que ele fosse submetido a uma cirurgia em Goiânia. Durante o trajeto, ele sofreu dois AVCs e teve complicações graves, permanecendo em coma induzido na UTI até o falecimento.

O autor do disparo se apresentou à polícia dias depois, acompanhado de um advogado, e confessou o crime, alegando ter agido por “violenta emoção”. Por não ter sido preso em flagrante, ele foi liberado. Posteriormente, indicou o local onde havia escondido a arma e as munições, que foram encontradas em uma área de mata. O inquérito policial foi encerrado com o pedido de prisão preventiva, que aguarda decisão do Ministério Público.

Giovanna voltou a pedir justiça e relatou que a família tem recebido mensagens de deboche de pessoas ligadas ao suspeito, que tentam minimizar o crime. Os familiares também apelaram ao governador Ronaldo Caiado, à Polícia Civil e ao Ministério Público por uma atuação mais rigorosa no caso.

Até o momento, não há informações confirmadas sobre velório e sepultamento de Alexandre.